Escrita9
Enredo8
Personagens7
Conclusão8
Capa9
Edição/Diagramação8
8.2Total
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O Arqueiro, de Bernard Cornwell, é um livro com uma leitura fluida e intensa, suas páginas recheadas de aventura, sangue e crueldade, nos deixam sem folego.A historia nos brinda com Thomas de Hookton, um simples rapaz, habitante de uma aldeia que vê sua vida tomada de mistérios e penitencias após um terrível ataque a sua aldeia. A partir deste fato toda a historia se molda a seu caminho de maneira inteligente e audaz.

Os personagens carregam uma profundidade que maximiza das passagens comuns até as grandiosas cenas de batalha. Os personagens não carregam tabus, possibilitando que a historia e os leitores, torçam em determinado momento para cada lado da historia.O padre Hobbe, funciona durante toda trama como um orientador de thomas, é ele que sempre o lembra de seu dever para com Deus e seu pai. Todos os personagens são interessantes, como Will Skeat, Eleanor, Jeanette, Sir Guillaume d’Evecque e o Conde Northampton.

 Fiquei surpreso, pois as riscadas são incontidas ao ler cada pagina, as reações, os diálogos, situações inusitadas entre os personagens dão um bom humor a historia, que por vezes é até negro.Simplesmente não há como ficar perplexo com as descrições das batalhas, cada linha carrega tensão a trama, os diálogos são impulsionantes, e a movimentação da batalha é sempre clara Não deixando o leitor confuso ao lê-la, já que essa é uma das maiores, se não, a maior dificuldade ao se descrever um combate.

A crueldade da guerra nunca foi tão aflorada, deixando claro que o cavalheirismo era para momentos de paz nos castelos do rei. Cenas de estrupo, assassinato, mutilação são extremamente fortes, e dão a obra um tom realista e ameaçador.Não há como não elogiar o trabalho do autor, na caracterização do ambiente, demonstrando uma verossimilhança impressionante. Deve também ressaltar-se a validade dos fatos históricos contados no romance, que em sua maioria são reais.

Ficheiro:Crécy jean froissard.jpg

Pintura francesa do século XV retrata a Batalha de Crécy, de 1346

O pano de fundo da trama é a guerra dos cem anos, travada pelos grandes rivais: França e a Inglaterra. No livro podemos conhecer combates reais, tais como aconteceram no século XIV, como a batalha de Crécy que aconteceu em 26 de agosto de 1346.O que deixa apenas um pouco a desejar é o romance, que é fraco e seco em inúmeras passagens, como a caminhada de Thomas e a Condessa de Armórica, Entretanto ganha um pouco mais de empatia com a chegada de Eleanor a trama.

 O Livro é arrebatador, e insere a trama dos livros subsequentes de forma gradual e instigante, deixando o leitor avido pelos próximos volumes. Que venha “O Andarilho”!

About The Author

Crítico Literário

Fundador, Editor e proprietário do Cine Eterno e estudante de Engenharia Civil mas fascinado pela magia e poesia do cinema e da literatura. Acredita na potencialidade da arte como complemento do modo de vida humano, auxiliando, desvendando e por vezes mitificando diversos conceitos pessoais do homem. Como diria Chaplin " Num filme o que importa não é a realidade, mas o que dela possa se extrair a imaginação"