Gênero:Mistério, Terror
Direção: Andres Muschietti
Roteiro:Andres Muschietti, Barbara Muschietti, Neil Cross
Produtores:Barbara Muschietti, Cristina Lera, Guillermo Del Toro, J. Miles Dale
Elenco:Jessica Chastain(Annabel), Nikolaj Coster-Waldau(Lucas), Isabelle Nélisse(Lilly), Megan Charpentier(Victoria)
País de Origem: Estados Unidos da América
Estreia no Brasil: 05 de Abril de 2013
Estreia Mundial: 18 de Janeiro de 2013
Duração: 100 minutos
 

“Esse é aquele filme de terror que tem todos ingredientes do gênero, história boa, sustos arrepiantes, atuações impecáveis e efeitos muito realistas. Muito bom, mesmo em meio a pequenas falhas.”

Essa história tem todos os efeitos de terror que adoramos, e o roteiro em si é muito bom. Houveram algumas falhas no enredo, mas nem por isso faz com que o filme seja desqualificado, porque esse longa veio para tachar o gênero terror de volta ao ápice. O longa possui todos os elementos de um filme de Del Toro: boas cenas, boa trilha sonora, bons efeitos e um ótimo mistério.

Muitos filmes de terror mostram uma história simples, sem lógica, sem emoções e sem humanidade, e faz com que o filme tenha apenas ”monstros, coisas feias”, mas no caso de Mama isso muda tudo, da mesma maneira que o clássico ”O Chamado” (Direção de Gorin Verbinski, em 2002) teve uma boa história, ótimos atores, esse novo filme vem mostrar que sabe fazer esse gênero ser destacado novamente.

Na trama, quando o pai de Victoria e Lilly mata a mãe das garotas, as crianças são sequestradas e levadas por ele para uma floresta, e em um casebre abandonado uma criatura desconhecida reside.  As meninas ficam cinco anos, e ninguém sabe sobre o paradeiro delas. Então, dois caçadores as encontram na cabana, e os tios das duas Lucas (Nikolaj Coster Waldau) e Annabel (Jessica Chastain) as adotam e tentam dar uma vida tranquila às duas, mas logo percebem que existe algo errado. As duas conversam frequentemente com a entidade invisível da cabana, e também foi essa criatura que deu fim ao pai das garotas, então, Lucas e Annabel não sabem se acreditam ou não nas meninas, ou se devem culpá-las pelos estranhos acontecimentos na casa.

Começando a falar do visual do filme, o diretor de fotografia simplesmente deu um show. Os efeitos visuais muito convincentes com base na aparição da entidade invisível foram fantásticos, e a cada cena em que o ângulo mudava mais emoção e arrepio era recebido. A trilha do filme foi ótima, a melodia cantada pelas meninas estava muito sinistra, e isso é ponto para o gênero.

E em muitos sites, blogs que criticaram o filme colocaram a Jessica Chastain lá em baixo, comentando que no longa ela permanece muitas vezes com a mesma expressão facial, e eu discordo. Ela está arrasadora, linda, deslumbrante no visual e estilo rock’n roll. O ator Nikolaj está perfeito também, mas as pequenas Isabelle Nélisse e Megan Charpentier fizeram inegavelmente uma bela atuação e interpretação, pois tanto as cenas como a história tem um tema e um clima muito tenso onde crianças teriam muito medo de trabalhar, mas as garotas se superaram. Del Toro surpreendeu-me em fazer um filme de terror com um elenco maravilhoso, um diretor que soube fazer direitinho a sua parte, e à elevar o gênero terror para as telas de cinema de forma coerente e impressionante.

Por mais que o longa tenha sido ótimo, têm muitos defeitos também que o faz falhar, como no enredo ter uma contradição, e faltou um pouco trabalhar com a parte limiar entre o ”real” e o ”imaginário”, no caso a construção do personagem do Dr. Dreyfuss (Daniel Kash) que queria explorar e adentar no mundo da Mama (a entidade invisível), porém isso ficou sem desfecho, mas isso, como todos os filmes, mesmo os melhores dos melhores tem seus acertos e erros, e Mama teve mais acertos do que tropeços.

O final do longa foi uma grande e rica surpresa, imaginava que seria muito clichê, que seria muito ”feliz”, mas na verdade foi algo bem diferente, algo extraordinário. Então, a vocês cinéfilos que não conferiram o filme ainda, eu aconselho vocês a deslumbrarem essa história de terror, que em assustar não poupa nenhum telespectador, e como o lema do filme é ”amor de mãe é para sempre”, seria bom verem e sentirem um pouco desse amor.

About The Author

Crítico de Cinema

Natural de Goiânia. Sou cinéfilo desde que eu me lembre da infância, um apreciador de filmes de drama, terror e ficção-cientifica. Sou fã do Tim Burton e posso com maior prazer que adoro as interpretações de Johnny Depp. Escrevo sobre cinema, faço críticas, comentários (no site Cine Eterno e Prazer Cinematográfico), e administro uma coluna sobre o Brasil Cinematográfico. Sou mente-aberta rente à religiões, escolhas pessoais das pessoas, e detesto o preconceito cultural e pessoal das pessoas.