Linha do Tempo

Parte I

Vamos mostrar e apresentar por meios de vídeos, fotos, textos, diferentes assuntos, divididos ao decorrer dos anos. Apresentaremos os fatos mais marcantes e os principais e ilustres personagens da história do país, em diversas áreas.

Em 1930 – Carmem Miranda

A década de 30 é marcada por criações cinematográficas de peso. Adhemar Gonzaga cria a Cinédia, que produz dramas populares e comédias musicais, como “Alô, Alô Brasil” (1935) e “Alô, Alô Carnaval” (1936), que revelam a cantora Carmen Miranda, sucesso internacional. A década também é o ano de inauguração do Brasil Vita Filmes (1934) e a Sonofilmes (1937).

1941 – Atlântida Cinematográfica

Entra em operação a Atlântida Cinematográfica, com o lançamento de “Moleque Tião”, com Grande Otelo. A Atlântida faz grandes investimentos em infraestrutura e tem uma produção constante.

Grande Otelo, em cena do filme ”Moleque Tião”
Cartaz do filme ”Papai Fanfarrão”, de Carlos Manga
Cartaz do filme ”O Homem do Sputnik”, de Carlos Manga

1947 – Chanchadas

Luiz Severiano Ribeiro, dono do maior circuito exibidor brasileiro, compra a Atlântida Cinematográfica, unindo produção e exibição de filmes. Passa a produzir comédias musicais de fácil comunicação com o público, misturadas a elementos de filmes policiais e de ficção científica, como “Este mundo é um pandeiro”, e consolida o ciclo das Chanchadas.

E em seguida temos:

1949 – Estúdio Vera Cruz

Inaugurado o estúdio Vera Cruz, por Franco Zampari, considerado o primeiro em moldes profissionais do Brasil. A ideia surgiu de diretores que queriam realizar um tipo de cinema mais sofisticado no País. Em apenas cinco anos de existência, o estúdio realiza 18 longas-metragens.

Sede do Estúdio Vera Cruz, em São Paulo.
Sede atual do Estúdio Vera Cruz, utilizado ainda hoje para filmagens e realização de feiras.

Agora daremos um enorme salto nos anos, e vamos passar por vários acontecimentos, e entraremos no ponto político da história.

1964 – Transformação Política e social

Um sistema político autoritário se instala no Brasil com o Golpe Militar de 1964. Os produtores do Cinema Novo e uma nova geração de cineastas continuam a fazer obras que criticam a realidade nacional, usando metáforas para burlar a censura do governo. Glauber Rocha lança “Deus e o Diabo na Terra do Sol”. O diretor rejeita o cinema popular das chanchadas e defende uma arte revolucionária, comprometida com a transformação social e política.

Deus e o diabo na Terra do Sol

1968 – Terra em Transe

São lançados “Terra em Transe”, de Glauber Rocha, e “O Bandido da Luz Vermelha”, de Rogério Sganzerla, representantes do Cinema Novo e do Cinema Marginal. Filmes autorais convivem com o crescimento das pornochanchadas.

Paulo Villaça vive o bandido Jorge, no filme ”O Bandido da Luz Vermelha”
Jardel Filho, em cena do filme ”Terra em Transe”

Em 1969 temos a criação da Embrafilmes, decorrente em 1973 surge o festival de Gramados, no Rio Grande do Sul.

Imagem da primeira edição do Festival de Cinema de Gramados
1º Festival de Gramados em 1973

1973 – Sucesso de Público

Estreia “Dona Flor e seus Dois Maridos”, de Bruno Barreto, um dos maiores sucessos de público e crítica da produção nacional. O filme alcança a marca de 11 milhões de espectadores nas salas de cinema e até hoje lidera o recorde absoluto.

 

Bom, continuaremos a nossa linha do tempo, em decorrência às obras nacionais na próxima publicação. É um imenso prazer estar mostrando a todos e apresentando filmes e um pouco mais sobre o cinema brasileiro, e também para revelar que o Brasil é sim um país poderoso em recursos e em história. Até mais galera!

About The Author

Crítico de Cinema

Natural de Goiânia. Sou cinéfilo desde que eu me lembre da infância, um apreciador de filmes de drama, terror e ficção-cientifica. Sou fã do Tim Burton e posso com maior prazer que adoro as interpretações de Johnny Depp. Escrevo sobre cinema, faço críticas, comentários (no site Cine Eterno e Prazer Cinematográfico), e administro uma coluna sobre o Brasil Cinematográfico. Sou mente-aberta rente à religiões, escolhas pessoais das pessoas, e detesto o preconceito cultural e pessoal das pessoas.