O padrão capitalista de hollywood é simples, eles investem muito dinheiro em produções cinemeatográficas, e pelas propragandas e conteúdo, mais detalhadamente, prévias reveladas em trailers, conseguem atrair milhares de espectadores aos cinemas, tendo o retorno e um lucro bem beneficente, se comparado com o preço que usaram na tecnia do longa.

No Brasil a história cinematográfica está esvaindo-se, se depredando, por conter em 90% dos filmes o mesmo objetivo, e a mesma coisa de sempre, que é a ‘traição’, o ‘sexo’, e a ‘vadiagem’, e deixam de lado, que o está levando muita gente a não apreciar os filmes de sua própria nação, é a falta de roteiristas e produtores, que consigam fazer um bom filme, usando recursos nacionais e temas que inspiram o povo brasileiro à ir se entreter culturalmente no cinema.

Há muitos filmes brasileiros atualmente sendo alvo de muita bilheteria, levando milhares de pessoas às telonas, só que porém, nada se pode usar dos mesmos para fazer uma análise cultural, e reflexiva do que ele trará de bom, e que mensagem ele marcará no histórico cinematográfico do país. Em 2012/13 os filmes, ”De Pernas Pro Ar 2”, ”Mato Sem Cachorro”, ”Minha Mãe é uma Peça”, e o filme ”Crô”, que está fazendo sucesso nacional. Essas ‘obras’ levou muita gente para os cinemas, rendeu e está rendendo muito dinheiro, e as produtoras ficaram contentes financeiramente pelo que receberam, mas aí é que está, QUE PRÊMIO INTERNACIONAL ESSES FILMES PODERÃO SER INDICADOS, SELECIONADOS para concorrer? Nenhum! Afinal, a maior parte da filmografia nacional dos últimos tempos só se envolvem com os romances ‘cornos’, comédias forçadas de stand-up, e muita abrobrinha sexual, e blá blá blá.

É certo que o cinema é uma cultura industrial capitalista, e que dinheiro é o mais cobiçado pelos produtores e distribuidoras, mas então, que façam filmes que têm conteúdo, e não só diversão. Por mais pecável que esteja as produções nacionais, tem filmes novos sendo lançados, de até distribuidoras independentes, não sendo ‘globais’, que têm conteúdo, por mais simples que esse seja. Os filmes, ”O Som ao Redor”, ”Uma História de Amor e Fúria”, ”Tatuagem”, ”Serra Pelada”, ”O Tempo e o Vento”, ”Flores Raras”, ”Faroeste Cabloclo”, por mais simples ou bem produzidos que tenham sido, fizeram do Brasil um país, um pouco melhor na composição cinematográfica, e que isso perpetue, e não venha ser exaurido.

Em defesa de alguns diretores cinematográficos, se destaca o cineasta Bruno Barreto, que pensa, reflete, e executa produções sempre saudosas, diretamente falando. Por mais demoradas as suas obras serem lançadas, quando são divulgadas, essas tem uma receptividade muito grande, por conter temas tocantes e realistas, como no caso, do filme já mencionado acima, o longa ”Flores Raras”, abordando o assunto da homossexualidade.

No geral, os cineastas brasileiros devem investir em estrutura, tanto material, como pessoal, escalando e trabalhando o desenvolvimento do elenco e treinando atores novos, almas ‘virgens’, por assim dizer, a fim de ascender a cultura cinematográfica no Brasil, porque aí sim, o Brasil não será reconhecido como somente, o país do futebol e do carnaval, mas também como um país do cinema cultural.

 

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About The Author

Crítico de Cinema

Natural de Goiânia. Sou cinéfilo desde que eu me lembre da infância, um apreciador de filmes de drama, terror e ficção-cientifica. Sou fã do Tim Burton e posso com maior prazer que adoro as interpretações de Johnny Depp. Escrevo sobre cinema, faço críticas, comentários (no site Cine Eterno e Prazer Cinematográfico), e administro uma coluna sobre o Brasil Cinematográfico. Sou mente-aberta rente à religiões, escolhas pessoais das pessoas, e detesto o preconceito cultural e pessoal das pessoas.