Escrita9
Enredo8
Personagens8
Conclusão7
Edição/Capa8
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Título: Felicidade Conjugal

Autor: Liev Tósltoi

Editora: Editora 34

ISBN: 9788573264265

Ano: 2010

Páginas: 128

Tradutor: Boris Schnaiderman

O amor dissecado em todas as suas nuances.

Junho é o mês dos namorados, e nada mais conveniente do que falarmos de amor. Tolstói narra em sua novela publicada em 1859, sob o ponto de vista feminino, a trajetória amorosa de uma jovem sob os encantos de um homem mais velho, quando ela perde tudo o que possui de mais precioso.

A novela acerta em mostrar o amor em sua totalidade, desde a fase do desejo sufocante, com várias composições e relações com a natureza do ambiente e a inocência da protagonista, até o crescimento e amadurecimento do sentimento e a amargura dos desentendimentos.

O ponto alto da novela é a percepção dos sentimentos dos personagens. O âmago é exposto na mesa para nossa observação, tornando compreensível a evolução dos personagens. Tolstói distingue no enredo suas concepções de desejo e amor. Apesar de amar seu marido, o autor permite que a protagonista deseje outros homens. O autor mostra que os dois sentimentos são inerentes ao homem e a mulher. Desta forma a obra permite a concepção de uma mulher mais livre, diferentemente do que acontecia na Rússia do séc. XIX, na qual o desejo sempre foi recriminado entre entre elas.

O livro tem uma leitura fluida e envolvente, é um dos primeiros sucessos de público do autor e é também um exímio exemplar do amor dissecado em todas suas nuances, apesar de possuir um conclusão abrandada em relação ao resto da trama.

Para saber mais detalhes confira no vídeo as minhas opiniões sobre os aspectos positivos e negativos do livro. Não esqueça de inscrever-se em nosso canal.

 

 

About The Author

Crítico Literário

Fundador, Editor e proprietário do Cine Eterno e estudante de Engenharia Civil mas fascinado pela magia e poesia do cinema e da literatura. Acredita na potencialidade da arte como complemento do modo de vida humano, auxiliando, desvendando e por vezes mitificando diversos conceitos pessoais do homem. Como diria Chaplin " Num filme o que importa não é a realidade, mas o que dela possa se extrair a imaginação"