Direção1
Elenco3
Roteiro1
Fotografia4
Trilha Sonora2
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Direção: Roberto Santucci e Marcelo Antunez

Roteiro: L. G. Bayão, Paulo Cursino e Rodrigo Sant’anna

Elenco: Rodrigo Sant’anna, Carol Castro, Stepan Nercessian, Cláudia Alencar

Produção: André Carreira, Roberto Santucci, Bruno Wainer e Carlos Diegues

Estreia: 11 de Fevereiro de 2016

Gênero: Comédia

Duração: 110 minutos

Classificação Indicativa: 14 anos

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É preciso bem mais do que um rosto conhecido da comédia e alguns atores da globo para se fazer um roteiro de humor com qualidade, sem apelar para os estereótipos ou para o escatológico. Bem, sem muito mais delongas, eis aqui a primeira globochanchada de 2016 e, mesmo sem ver o resto, já digo: Um Suburbano Sortudo já é um dos piores filmes do ano. E, aliás, não tem salvação alguma. Se nas outras tínhamos um elemento bom aqui ou acolá, nem que seja um Klebber Toledo para tirar a camisa; aqui, nem isso temos…ou melhor, eles acham que tem a Carol Castro, sabem de nada, inocentes.

A história é mais batida impossível. Rodrigo Sant’anna (não lembro o nome do personagem, porque ele está fazendo o que ele sempre faz) é um suburbano que descobre ser filho bastardo de um milionário que deixou para ele quase toda a herança. Contudo, a sua nova família, não fica nada feliz com a situação e começa a armar para que ele perca o dinheiro, até que sua meia irmã Carol Castro cujo nome da figura não me recordo o nome (duh) fica sensibilizada e começa a auxiliá-lo a se adaptar à nova realidade. Daí vai surgindo uma amizade que vai se desenvolvendo e a princesa vai se apaixonando pelo plebeu…que sono.

Pois bem, vamos ao veredito. Pela sinopse, apesar de já usada em sei lá quantas outras produções, sempre há a possibilidade de que saía alguma nova interpretação ou, quem sabe, uma crítica social a situação pela qual o país esteja enfrentando. Não que o enredo tenha que ser complexo e com um reflexão imensa sobre a realidade. Não é isso, mas o tema pede que se aprofunde alguns tópicos como segregação e preconceito, por exemplo, sem que se recorra àquelas piadas banais e estereotipadas. Isso ocorre durante toda a projeção.

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Mas nada é tão incômodo quanto o estilo de “atuação” cômica de Sant’anna. Se com o Fábio Porchat tínhamos aquela gritaria toda e se com o Leandro Hassum tínhamos o gênero gordo enlouquecido, aqui o protagonista cria uma nova forma (fracassada) de tentar criar humor: o fale qualquer coisa. Sério, mais da metade dos seus “diálogos” são inteligíveis, seja pelo suposto dialeto da favela ou seja pela maneira popular que tenta imitar, no entanto, nada faz sentido, ou melhor, não tem graça alguma. Se isso não bastasse, os gênios por detrás dessa produção resolvem fazer um slow motion misturado com uma música brega projetando o pensamento do intérprete toda vez que a personagem de Carol Castro aparece. Eu disse todas as vezes. Detalhe que ela tem bastante relevância na película. Na quinta vez eu só não me levantei da sala porque eu tinha o compromisso de escrever sobre o filme.

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Enfim, acreditem. Ainda me arrependo da decisão de permanecer no cinema, pois foi bem complicado aguentar até o fim. E alguns podem até me criticar dizendo que sou severo demais com as comédias da globo dizendo “você tem de desligar o cérebro”; “é só pra se divertir”. Bem, vou continuar sempre respondendo que não sou obrigado a nada. Humor se constrói com inteligência e, sempre, com autocrítica. Não adianta ficar fazendo piada com pobre, com escatologia, com mulher gostosa e burra. É fácil rir dos outros, quero ver rir de si mesmo.

Que venham as várias globochanchadas que 2016 nos reserva! Mal posso esperar.

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About The Author

Editor-Chefe e Crítico de Cinema

Estudante de Direito e apaixonado pelo universo da sétima arte. Encontra no cinema uma forma de troca de experiências, tanto pelas obras que são apresentadas, quanto pelas discussões que cada uma traz. Como diria Martin Scorsese "Cinema é a importância do que está dentro do quadro e o que está fora".